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Cheias até às margens

Rita Ribeiro
5 de dez. de 2025
1 min de leitura

Editado por: Ricardo Cerdeira

Como eu quero esmifrar as tuas palavras,

Beber cada som da tua boca. 

Como eu quero fazer-te páginas e páginas,

Cheias até às margens, até a tinta ser pouca.

Como eu quero saber cada contorno,

Cada curva que ameaça matar, 

Cada canto passeado pelos meus olhos,

Preso entre lábios que ousam beijar.

Como eu quero sentir a tua pele,

Num toque a ferver, 

Sentir o calor entre o teu pestanejar

Numa chama que só me deixas ver.

Como eu quero o teu sorriso, 

Todos os jeitos de ti.

Como eu quero ouvir-te falar, 

Como queda em que não caí.

Como eu quero cada sentimento,

Cada repico de emoção,

Cada lágrima tua, cada dor.

Meu amor, aceito cada confusão.

Como eu quero estar contigo

Quando enfim o meu silêncio for calado, 

Até porque a minha viagem de sonho

É sempre contigo ao meu lado.

Como eu quero sentir cada batida,

Cada leve sinal de respiração, 

Cada movimento, cada gesto, 

Cada abraço de solidão.

Como eu quero cada momento,

Cada arrepio, cada beijo.

Tudo o que traga esse sorriso,

Tudo o que traga esse desejo.

Como eu quero tocar-te,

Mesmo que seja apenas assim,

Porque toque que é toque

É tudo o que te une a mim.


 
 
 

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