top of page

Poema de Ano Novo

  • Clara Raposo
  • 13 de abr. de 2024
  • 1 min de leitura

Detesto o corte 

Do tempo; 

Os números 

Explosivos no ecrã; 

Os risos que se cravam. 


E os gritos; 

Os gritos que calam 

O meu desespero. 


Num silêncio 

Solto um gemido ruidoso. 

Mais um ano em cirurgia rebenta 

Da árvore, 

Daquele que a sua própria prole devora. 


E as flores 

Do jardim de Pandora 

Murcham 

Na ânfora do meu coração. 

«Talvez este ano…» 

Mas não saem as palavras; só o sopro 

Que deixa em repouso 

O meu gélido corpo. 


Edição: Mariana Faísca


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Carta ao Pai

Editado por: Nuno Brandão Meu querido pai, A sua ausência me ensinou mais do que o senhor tinha direito. Me afetou mais do que eu deveria ter deixado. Mas como eu, criança, poderia evitar um sentiment

 
 
 
Epifanias da Amizade

Editado por: Catarina Casal Maria Natividade Ferreira Walter Caldeira Caldas Queria ter te conhecido antes, ter sentido o gosto da tua companhia desde criança. Será que nossa infância teria sido mais

 
 
 

Comentários


bottom of page