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10 anos de Conversas ao Sul

  • Foto do escritor: Gabriel Goto
    Gabriel Goto
  • 17 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

Na quinta-feira, 25 de janeiro, ocorreu o último episódio do talk-show “Conversas ao Sul”, um programa sobre questões dos países abaixo da Linha do Equador, e que levantou importantes debates para toda a CPLP. Foi apresentado por David Dias e esteve presente na grade horária da RTP por uma década. Durante estes 10 anos, teve audiência em 8 países, por 6 emissoras televisivas diferentes.


David Dias, doutorado em Ciências Sociais na especialidade de Ciências da Comunicação pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, foi o rosto do programa e fez um discurso emotivo no episódio de despedida (A Grande Despedida).


Antes do episódio ir ao ar às 21h, das 17h às 19h foram convidadas todas as personalidades relevantes que passaram pelo programa ao longo dos anos e o Jornal O Cola esteve presente para cobrir o evento. Havia vinho para os convidados, além de uma mesa com doces e salgados para todos desfrutarem. Foi uma confraternização em que vários amigos se reencontraram e puderam colocar a conversa em dia, falar sobre o programa e sobre projetos artísticos que estavam a ser feitos por cada um deles.


Para mim, que sou brasileiro e não conhecia o programa, ao saber que o ia cobrir, pesquisei sobre ele e achei incrível. É uma pena que a televisão brasileira - que é gigantesca - faça tão pouco intercâmbio com os outros países lusófonos. Ao compreender a proposta e a sua utilidade para toda a CPLP, fiquei tão encantado quanto desiludido por um programa tão relevante acabar.


No discurso que David Dias fez aos convidados, antes do programa, acredito que o que vale a pena mencionar é a importância dos serviços públicos, visto que a RTP é uma empresa de capitais públicos e atribui dessa importância social, em muitos casos, a assuntos indesejados por parte da sociedade. Ao abrir espaço para conversas com músicos, escritores e figuras políticas de países lusófonos, principalmente de países africanos, dá-se a importância merecida a estes assuntos indesejados, a tocar numa ferida exposta que muitas vezes é mascarada e que enquanto estiver deste modo, impedirá a nossa evolução como sociedade.


Com o fim de Conversas ao Sul, fica a cobrança para que venha algo ainda melhor no futuro. Agora, a mim, que conheci pelo final, tenho dez anos deste programa para assistir e muito a aprender.


Editado por Ricardo Cerdeira


 
 
 

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