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Rosa Traiçoeira

  • Lara Carrinho
  • 24 de mar.
  • 1 min de leitura

Editado por: Alexander Piffer

Rosa traiçoeira, é essa a rosa que eu cultivo. Rosa sangue, rosa morte. De pétalas súbitas, deleite onírico. Em todos os meus sonhos, o desgosto do meu íntimo solo. Rosa vinho, rosa vício. Beijo no meu rosto, corda no meu pescoço. Rosa talhada, fulminada, em fonte, envenenada. Carrossel de loucura, amarga ternura. Fruto do meu estupro sentido, face de meia-lua. De outro mundo vieste, ó rosa das pétalas tortas. No meu solo lavrado, um campo de girassóis. Formosa ando, vou e venho. Com essa rosa que carrego, velha espiã do afeto, longe do meu peito.


 
 
 

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