A libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau
- Rodrigo Gil
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Editado por: Laura Santos
O campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, considerado o principal campo de concentração da Alemanha Nazi — devido ao elevado número de vítimas (cerca de um milhão e cem mil), à centralidade no plano da solução final, às cruéis experiências médicas que lá se faziam, etc, — e símbolo mais emblemático do Holocausto, fez no passado dia 27 de janeiro de 2026 oitenta e um anos que foi libertado.
O campo foi mantido em atividade desde maio de 1940 até ao início de 1945, quando foi libertado pelo Exército Vermelho. Ao saberem da aproximação das tropas inimigas, a SS destruiu praticamente todas as provas dos seus crimes. Cerca de sessenta mil sobreviventes foram obrigados a participar de uma marcha da morte até ao campo de concentração de Wodzisław Śląski; quinze mil morreram durante a marcha por exaustão ou fuzilados por não a conseguirem acompanhar. Os sobreviventes que ficaram no campo de Auschwitz, por estarem doentes ou demasiado fracos para marchar, foram libertados pelas tropas soviéticas em janeiro de 1945.
Quando chegaram ao local, as tropas soviéticas encontraram um estado de devastação e crueldade: corpos ainda por enterrar; sobreviventes em pele e osso, que não tinham força para reagir; sangue e excrementos pelo chão; entre outros horrores. Imediatamente, os soldados soviéticos estabeleceram hospitais de campanha para tratar o estado de subnutrição excessiva em que estes cerca de sete mil e quinhentos sobreviventes se encontravam. Um desses sobreviventes era um jovem químico, Primo Levi, que mais tarde viria a escrever um dos mais importantes livros sobre o funcionamento deste campo de concentração: Se Isto É Um Homem.
O campo e a sua libertação deixaram um enorme legado que é lembrado até aos dias de hoje através de inúmeros memorialistas. Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 27 de janeiro, o dia em que o campo foi libertado, como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, que tem como finalidade não deixar que este capítulo negro da história da humanidade seja esquecido.
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